O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) decidiu anular o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 13 participantes que foram indiciados por crime de fraude em certames de interesse público.
A Operação Jogo Limpo da Polícia Federal responsável por investigar as fraudes foi realizada nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá e Pará. O Inep também encaminhará ofício ao Ministério da Educação para que as instituições nas quais os participantes estão matriculados tomem as medidas administrativas cabíveis. Entre os indiciados, três fizeram o Enem em 2015 e mais dez participaram em 2016. Segundo o Inep, a maioria está matriculada em cursos de Medicina e Odontologia em universidades federais das regiões Norte e Nordeste do Brasil.
O indiciamento dos 13 beneficiados por fraude é resultado da operação batizada como Jogo Limpo, deflagrada pela Polícia Federal. Além da anulação dos resultados das provas, a Polícia Federal sugeriu ao Inep o reforço dos procedimentos de segurança na administração dos cadernos de provas. A adoção de provas identificadas com nome e número de inscrição será adotada no Enem 2017.
O Inep diz que adotará outras estratégias sugeridas pela Polícia Federal, que serão anunciadas no final de setembro.
Operação Jogo Limpo
A Operação tem como alvo cumprir 22 mandados de busca e apreensão de pessoas suspeitas de terem cometido fraude no Enem e que fariam a prova novamente este ano. Segundo a PF, foram identificadas 22 pessoas que teriam apresentado respostas suspeitas de fraude, a partir da análise de gabaritos apresentados em anos anteriores. A identificação foi feita em conjunto com o Inep.
Confirmada a fraude, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, cuja pena é reclusão de um a cinco anos e multa; uso de documento falso; fraude em certame de interesse público, cuja pena é reclusão de um a quatro anos e multa; e crime por integrar organização criminosa, reclusão de 3 a 8 anos e multa.
PF conclui que houve vazamento das provas do Enem 2016 Em relatório enviado ao Ministério Público Federal (MPF) sobre inquérito policial que apura o vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016), a Polícia Federal afirma que as provas do primeiro e do segundo dia do exame, além da prova de redação, vazaram antes do início da aplicação. De acordo com o relatório da PF, pelo menos dois candidatos tiveram acesso às provas antes das 12h (horário marcado para o início do exame). A Polícia Federal concluiu também que houve cometimento de crime de estelionato qualificado no caso.
Agência Brasil













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